Consumidor 4.0: Desafios do Varejo

A mudança de comportamento dos clientes exige das empresas integração dos seus processos internos e investimento em plataformas omnichannel.

A transformação digital está integrando empresas, consumidores, processos corporativos e modelos organizacionais. Torna os negócios mais rápidos, mais assertivos e, na maioria das vezes, mais rentáveis.

A grande questão é que não existe um tempo específico para que as adaptações aconteçam. As disrupturas ocorrem gradativamente e não podem parar. E as inovações vão sendo incorporadas e tornam-se essenciais. Um bom exemplo, é a quantidade de aplicativos disponíveis para as mais diversas finalidades. Instalamos APPs quase que intuitivamente, e de uma hora para outra,  entendemos que não podemos mais ficar sem eles e, em contrapartida, sem os smartphones, que já se tornaram pequenos computadores de bolso.

Só para que se tenha uma ideia, a Apple e a Google representam mais de 5 milhões de aplicativos em todo o mundo. E, todos os meses, essa lista é atualizada. É como se o F5 do teclado do computador fosse acionado o tempo todo, sem intervalo.

As tecnologias chegaram e avanço cada vez mais rapidamente e as empresas devem se integrar a esses processos, levando em consideração, que na era da transformação digital, com inteligência artificial, IOT e outras ferramentas cada vez mais acessíveis, é o cliente quem dita as regras. E ele quer sempre mais!

O varejo precisa atender às expectativas do seu público-alvo e uma das formas mais acessíveis para alcançar a inovação necessária são as APIs. O consumidor quer ter boas experiências de compra, quer transitar pelos canais físicos e digitais sem barreiras. Segundo o estudo “Ecossistema Omnichannel: a visão de consumidores e empresas no Brasil”, realizado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global, 79% dos consumidores acreditam que o código de referência de um produto deve ser o mesmo na loja física ou virtual, ou seja, a padronização é imprescindível. 68% dos entrevistados reconhecem o acesso às informações de rastreabilidade dos produtos tanto no mundo físico quanto no virtual.

Não é por acaso que as grandes companhias estão focadas no departamento de Customer Success. A reunião de talentos agrega qualidade e sucesso às imersões tecnológicas do cliente. Atendimento, marketing e vendas trabalham em nome da satisfação e fidelização da geração que migrou do mundo analógico para o digital por intermédio das plataformas omnichannels. É como dormir no Brasil e acordar no Japão. A metáfora ilustra bem a questão do quanto é desafiador mudar um ritmo de vida e uma realidade desconhecida.

Em meio a essa realidade, os consumidores fiéis se tornaram os próprios advogados da marca, e este é um ponto muito positivo. Se anteriormente a propaganda boca a boca já fazia diferença para consolidar uma marca e sua reputação como negativa ou positiva, imagina agora com a disseminação de informações via redes sociais real time.

A disputa por um lugar de destaque neste mundo globalizado só será vencida pelas empresas que realizarem ações que envolvam a Internet das Coisas e a fusão do virtual e do físico de forma pioneira, sem amarras e pré-conceitos.

João Gubolin

CEO da CiaTécnica

Outsourcing em Desenvolvimento de Sistemas para aumentar os resultados

Inovação, economia e assertividade nos negócios são alguns dos benefícios gerados pela alocação de recursos em TI

A tecnologia está inserida no dia a dia de empresas de todos os segmentos. Nenhum negócio sobrevive sem ela. E, nesse contexto, as organizações acabam enfrentando um dilema: como ter uma equipe de TI especializada, com alta capacidade de se adequar às necessidades do negócio e ainda ter que se adaptar aos orçamentos cada vez mais restritos?

Especialmente para o nicho de mercado que não é direcionado para a área de tecnologia da informação, é desafiador para as equipes de Recrutamento e Seleção contratar profissionais que atendam às necessidades do negócio. Uma contratação errada pode se tornar um transtorno, com desperdício de tempo, custo desnecessário com treinamento, dispensa de funcionários e também encargos trabalhistas e tributários.

A velha fórmula de equipe interna e trabalho formal vem se transformando ao longo dos anos. As instituições que se destacam e estão antenadas com as tendências mundiais, procuram estratégias para a redução dos custos e otimização dos serviços prestados.

Neste contexto, o outsourcing com a alocação de recursos de TI – ou bodyshop, como também é conhecida a prática – surge como uma possibilidade para alcançar resultados, sempre com foco em maior produtividade, facilidade na gestão e garantia de qualidade. E esta opção tem ainda maior aderência para projetos pontuais, em caráter temporário.

Consultorias prestadoras de serviço se especializam cada vez mais para atender projetos específicos e direcionados, principalmente referente às demandas urgentes, por meio do regime celetista – sempre com banco de talentos escolhido a dedo para ocupar determinada função. Essa transformação agrega valor ao negócio e gera máxima performance, rentabilidade e segurança.

A expertise das contratadas aumenta também o conhecimento dos colaboradores internos da área de TI, que passam a ter a oportunidade de troca de experiência com profissionais de habilidades e especialidades complementares às suas, aumentando o nível de capacitação e performance do time como um todo.

Assim, o departamento de TI só tende a evoluir, sem ficar na ociosidade do que uma demanda esporádica poderia causar, garantindo uma gestão orçamentária bem-sucedida e mantendo o seu papel cada vez mais estratégico nas empresas – tanto pelo nível de qualidade e pontualidade das entregas, como pela capacidade de inovação.

Em resumo, o outsourcing em TI, assim como em outras áreas da empresa, também é sinônimo de economia, assertividade em contratações e direcionamento de funções. A Transformação Digital já é uma realidade que traz um mix de benefícios para as empresas e os funcionários. Os processos internos pouco a pouco se reinventam, sem perder a essência, versatilidade e a qualidade. Ponto mais uma vez para a tecnologia, que abre um universo de possibilidades.

João Gubolin

CEO da CiaTécnica

Explore o potencial das APIs no varejo

A API Economy e a transformação dos negócios é o tema da entrevista que o CEO da CiaTécnica, João Gubolin, concedeu à equipe da Harvard Business Review durante o evento Retailed IT Sab 2018, promovido pela EBDI.

No varejo, as empresas que conseguem explorar todo o potencial das APIs potencializam suas oportunidades de negócios, alcançando as melhores práticas varejistas, mudanças de processos operacionais, melhoria no atendimento ao cliente, aprimoramento da experiência de compra, incremento da comunicação e do planejamento de ações comerciais. Garantem, rapidamente, mais praticidade e automatização às relações comerciais com fornecedores, clientes e parceiros.

O negócio que utilizar APIs e se conecta aos milhares de serviços digitais disponíveis no mercado, torna-se mais competitivo em um mercado que está cada vez mais globalizado e em constante mudanças.

O desafio, segundo João Gubolin, é aproveitar a força da marca e potencializar as vendas com a incorporação da inovação de maneira estratégica e efetiva nos negócios. Quem souber tirar melhor proveito do avanço tecnológico, tem mais chances de ser bem-sucedido nos negócios e aumentar exponencialmente seus resultados.

O Retailed IT Sab 2018 reuniu, no mês de maio, 50 CIOs das maiores empresas varejistas do País na discussão de temas relacionados à inovação e transformação dos negócios.

Transformação digital, empreendedorismo e mercado de trabalho

Transformação Digital: o que o futuro reserva para a nova geração de empreendedores e profissionais

A tecnologia está impactando todos os setores da economia. Especialização, criatividade, empatia e vontade de mudar são as características dos profissionais e empreendedores de sucesso.

O que dizer das transformações tecnológicas e disruptivas pelas quais o mundo está passando? Há muitos séculos, curiosos, cientistas e especialistas tentam desvendar o que o futuro próximo nos reserva.

Os Jetsons, desenho futurista da década de 60, ambientado no ano de 2062, já propagava as “ideias extraordinárias” de mudanças. Ainda estamos um pouco longe de 2062, no entanto, já alcançamos avanços que vão além do que a Hanna Barbera, autora do desenho, imaginou.

A videochamada que acontecia entre os personagens, por exemplo, está muito desatualizada perante a nossa internet das coisas, Skype, Google Voice e Facetime.

Por outro lado, os veículos voadores presentes no espaço do desenho, no nosso mundo, não passam de protótipos. Apesar disso, em diversas entrevistas para mídias internacionais, o designer de transportes Paul Priestiman, afirma que a nova era de máquinas voadoras bate à nossa porta.

Rosie, a empregada-robô, ainda não foi fabricada em grande escala, e não está à venda nas lojas em 2018, porém, setores de robótica não param de pesquisar robôs humanoides. Os sul-coreanos já inventaram uma empregada-máquina capaz de limpar a casa e colocar roupas na máquina de lavar. O atendimento robotizado em centrais de relacionamento já se expande por diversos setores.

Essas criações robóticas estão repercutindo em diversas áreas de trabalho, com impacto extremamente relevante. A revolução digital está impactando substancialmente negócios e pessoas. A massificação da inteligência artificial acontecerá em pouco tempo. Realidade Virtual aumentada e Big Data já começam a ser termos do universo diário dos negócios.

Neste contexto, muitas profissões surgirão e outras serão extintas. Fato parecido aconteceu com a chegada da Revolução Industrial. E, de acordo com o último Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, 5 milhões de empregos serão substituídos pela IA. Eis aí a questão. As pessoas precisam se reinventar. As profissões tradicionais devem sofrer mudanças drásticas em alguns anos. Os cargos operacionais que sobrevivem das repetições serão os primeiros a ficarem no campo dos obsoletos.

O momento agora é de dinamismo nas relações trabalhistas, pois a tecnologia está impactando todos os setores da economia. É preciso manter o olhar no futuro com o pé no presente. Especialização, criatividade, empatia e vontade de mudar. Essas são as características dos profissionais e empreendedores de sucesso.

João Gubolin
CEO da CiaTécnica

Omnichannel: As fronteiras entre o Varejo e Consumidor

Conectividade e estratégia aplicadas entre os múltiplos canais comerciais e de atendimento proporcionam rapidez nas operações e fidelização dos clientes.

As mudanças tecnológicas vêm promovendo a transformação dos negócios no varejo. O conceito omnichannel se consolidou neste contexto como importante ferramenta de evolução digital e de diferencial competitivo, com a integração de sistemas tanto para a área de Vendas, como de Comunicação e Marketing, envolvendo toda a Jornada de Compra do Cliente.

Todos os canais de uma empresa conectados – lojas físicas, virtuais, site, redes sociais, aplicativos e central de vendas – em uma mesma estrutura, para atender às necessidades dos clientes, superando suas expectativas.

Atualmente as melhores estratégias de vendas englobam múltiplos canais, que estão conectados e podem ser acessados simultaneamente, gerando uma experiência muito mais customizada para o cliente.

O desafio das empresas é justamente evoluir junto com o consumidor (ou, por que não, estar um passo à frente), que deseja informação, personalização e praticidade nas compras. É o que chamamos de Consumidor 4.0, que, extremamente conectado, está cada vez mais seletivo e alerta em relação aos preços, à qualidade dos produtos e ao que a concorrência oferece.

Algumas empresas ainda resistem em optar pela operação omnichannel por receio da complexidade de processos, de uma eventual necessidade de reestruturação operacional e por falta de conhecimento sobre o potencial de Inteligência de Mercado por trás desta nova estrutura, que identifica e entende o perfil do usuário e a sua motivação para as compras, oferecendo os produtos e serviços mais adequados e ações de comunicação cada vez mais customizadas. Trata-se da fórmula ideal para fazer bons negócios e se diferenciar da concorrência. Portanto, o varejo não pode ficar de fora, independente do porte ou do segmento de atuação, já que todo o mercado está se transformando.

E a integração entre o mundo on e off line ainda apresenta uma série de outras formas de garantir a venda e a satisfação do cliente. Vender online e trocar pela loja física; acessar um aplicativo e verificar se na loja física tem um determinado produto; ou fazer um pedido na loja física e optar por receber o item em casa, no conforto do sofá.

Com a Plataforma Omnichannel, os clientes estão muito mais fiéis à sua marca, quando sentem-se atendidos de maneira personalizada e com canais integrados. Ao se sentirem acolhidos, bem atendidos e respeitados, não trocam a experiência por nenhuma outra. E, o melhor, recomendam a sua marca para a rede de contatos, atraindo novas oportunidades de negócio para a sua empresa.

A transformação digital é um caminho sem volta e as empresas precisam aderir. A evolução pode ser gradativa e deve sempre contar com profissionais especializados, que consigam implementar as soluções de melhor relação custo-benefício para o seu negócio.

CiaTécnica no maior evento de varejo da América Latina

Com estande e palestra, a consultoria estará presente no Latam Retail Show 2018 abordando cases de transformação de negócios para o varejo.

A CiaTécnica participará do Latam Retail Show 2018, que será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto, no Expo Center Norte em São Paulo (SP). O foco principal da feira é fomentar o crescimento do varejo e networking. Durante os três dias do evento, a CiaTécnica apresentará seus produtos e serviços com foco em inovação e transformação de negócios no estande da consultoria.

O CEO da CiaTécnica, João Gubolin, será um dos palestrantes da “Arena Mercado & Consumo” com o tema “Consumidor 4.0: Inovações simples para transformar o varejo”. Na temática de transformação digital e o novo consumidor, Gubolin falará sobre API Economy, Transformação dos Negócios, Serviços Digitais, Plataforma Omnichannel e soluções para aumentar os resultados.

O evento mais importante de varejo, franquias, e-commerce, food service e de shopping centers da América Latina, reúne em um espaço de 14 mil metros quadrados, 72 horas de conteúdo qualificado com grandes players, formadores de opinião e palestrantes de renome, incluindo a robô Sophia, pela primeira vez no Brasil.

As empresas com visão inovadora e dispostas a participar dos processos de ruptura, serão as primeiras a aproveitar as oportunidades trazidas pela API Economy, segundo Gubolin. “O varejo tem inúmeras opções para se reinventar, melhorar a competitividade e aprimorar os resultados com a transformação digital. A conexão dos sistemas internos das empresas aos milhares de serviços digitais disponíveis no mercado, adotando soluções que aumentem a velocidade das vendas no PDV e que permitam às equipes Comercial e de Marketing serem mais assertivas nas suas ações, explorando ao máximo o potencial de cada cliente, são algumas das vantagens proporcionadas pela Nova Economia”.

Gestão por Produtos e Desenvolvimento Agile é tema do 1º Fórum CiaTécnica

Encontro realizado em Rio Preto, na sede da consultoria, teve a participação de 10 profissionais
 
Na última quarta-feira (4) foi dia de encontro da equipe CiaTécnica com a equipe de Tecnologia da Informação da Rodobens. Trata-se do 1º Fórum “Gestão por Produtos e Desenvolvimento Agile”, focado em aprimorar permanentemente a gestão e execução dos projetos.
 
A metodologia Agile ou Práticas Ágeis, como é mais conhecida, se destaca por trazer mais assertividade e rapidez para o desenvolvimento de sistemas, envolvendo e compartilhando o conhecimento do negócio com todos os envolvidos no projeto e outras áreas da empresa, tendo a participação da equipe do negócio no projeto como um todo, desde o pedido até a entrega.
 
Entre os participantes do evento estiveram o CEO da CiaTécnica, João Gubolin, os Heads de Negócios e Soluções, Genilson José Garnica e Bruno Nascimento, o Head de Operações, Ricardo Marques, a Gerente de Arquitetura e Projetos da Rodobens, Daniela Zanfolin e Carolina Silva e Eduardo Liebana, da equipe de Transformação Ágil da Rodobens entre outros membros das equipes das duas empresas.
 
A Rodobens, cliente da CiaTécnica em projetos de CRM e Transformação Digital, está adotando as Práticas Ágeis no escopo de atuação da área de Arquitetura e Projetos, e no CRM há alguns meses, já com bons resultados.
 
Daniela Zanfolin afirma que as Práticas Ágeis mudaram o conceito tradicional de fábrica de software. “Agora montamos equipes integradas que envolvem profissionais do negócio, de TI e desenvolvedores, com total alinhamento de objetivos e compartilhamento de responsabilidades. É um formato que evita desperdício de tempo, aumenta a qualidade do trabalho e gera entregas alinhadas com a necessidade do negócio”, explica Daniela.
 
O encontro permitiu que as equipes discutissem as vantagens e desafios da prática com base nos projetos em andamento na parceria Rodobens-CiaTécnica e nas tendências de mercado. “Adotar novas metodologias na condução de projetos é sempre desafiador, porém, traz oportunidades consistentes para aprimorarmos nosso desempenho e garantirmos as entregas com qualidade, prazo e com melhores resultados”, afirma João Gubolin.

A transformação digital já é realidade e a sua empresa tem que aderir

A sua empresa está direcionando recursos e foco para aproveitar as oportunidades trazidas pela revolução digital? Preparar as estruturas internas do negócio e acessar a API Economy, uma nova economia, baseada na conexão de aplicações, pode fazer toda a diferença num futuro cheio de incertezas e num mercado volátil como o atual.

As empresas da América Latina devem investir US$ 57 bilhões até 2020 em transformação digital, segundo a International Data Corporation (IDC). Isso representa, segundo a instituição, 40% das despesas com tecnologia da informação, indicando que este é um movimento que veio para ficar e já se consolida no mercado.

O desafio de transformar os negócios por meio da inovação tecnológica ultrapassa o escopo de atuação das áreas de TI. A disruptura deve ocorrer desde o CEO, passando por todos os C-Levels e executivos, chegando até a base das empresas.

Isso significa transformar a cultura organizacional, mudar o modelo de gestão e dos fluxos internos, rever os perfis profissionais a serem contratados, adequar toda a estrutura de TI e repensar o modelo de relacionamento com o consumidor, desde a prospecção até o pós-venda.

Milhares de inciativas simples e seguras já estão disponíveis para serem incorporadas pelas empresas. O desafio é mudar o mind set de toda a organização e preparar suas estruturas para o mundo cada vez mais conectado e o consumidor 4.0, que não aceita nada menos do que um atendimento customizado, com a melhor oferta de produto ou serviço para o seu perfil.

Neste cenário, o Big Data é uma fonte inesgotável de oportunidades para a empresa. Basta saber fazer uso estratégico dos dados digitais e encontrar o melhor modelo para aplicar essas informações no negócio. As áreas de Marketing estão implementando cada vez mais ações com base nos cadastros dos consumidores. O data driven marketing (marketing orientado a dados) permite o monitoramento dos hábitos de consumo, possibilitando a implementação de uma infinidade de iniciativas para aumentar o conhecimento de marca e as vendas, entre eles a integração das experiências em ambientes físicos e digitais, com informações, ações e abordagens customizadas e muito mais assertivas. Isso otimiza o uso de recursos e aumenta substancialmente a chance de fechar negócios!

Para o Marketing ter dados consistentes e relevantes do consumidor, um grande trabalho de data mining (mineração de dados) é feito anteriormente. São sistemas de coleta e organização de dados corporativos, que agregam à base de dados de clientes e prospects de uma empresa milhares de informações disponíveis nos meios digitais. Atualmente, plataformas permitem a padronização deste conteúdo, viabilizando seu uso de maneira inteligente e estratégica.

É bem verdade que as opções são inúmeras e empresas de diferentes portes e setores ainda não sabem quando e nem por onde começar. Enquanto isso, outras já se beneficiam por terem acreditado na transformação digital como forma de garantir a perenidade dos negócios num cenário muito desafiador, não somente pelas oscilações do mercado, mas também pela mudança na forma como o consumidor se relaciona com as marcas e na mudança dos hábitos de consumo.

A Application Programming Interface (API), que integra sistemas com segurança dos dados e permite fácil intercâmbio entre informações com diferentes linguagens de programação, é a aposta de muitos negócios para rapidamente atenderem ou superarem às expectativas do novo consumidor, mais conectado, mais informado e mais exigente.
Trata-se da API Economy, uma nova economia baseada na conexão de aplicações, na interface entre softwares e aplicativos. Invisíveis ao consumidor, as interfaces de programação de aplicação podem estar nos mais variados tipos de negócio, em empresas de diversos nichos de mercado ou tamanho.

As APIs permitem a conexão de diferentes banco de dados, fazem com que as funcionalidades de um aplicativo sejam utilizadas em outros ou conectadas aos sistemas internos de uma empresa. Neste meio, abrem-se novas possibilidades de melhorar a experiência do cliente, podem ser criadas novas formas de vendas, ou até mesmo novos produtos ou serviços.

E a sua empresa? Está direcionando recursos e foco para aproveitar as oportunidades trazidas pela revolução digital? Preparar as estruturas internas do negócio e acessar a API Economy pode fazer toda a diferença num futuro cheio de incertezas e num mercado volátil como o nosso.

Cezar Taurion fala sobre “Empresas Digitais e a API Economy”

“API não é uma questão só de tecnologia. É uma questão de negócios”. Esta foi algumas das afirmações que Cezar Taurion, sócio da Kick Ventures e da CiaTécnica, fez hoje (14), durante sua palestra em São José do Rio Preto (SP) para profissionais de TI, executivos de empresas, empresários e consultores. Com o tema “Empresas digitais e a API Economy”, Taurion abordou tendências, a transformação dos negócios e a sociedade digital.

Segundo ele, a economia tradicional dá claros sinais de que não vai sobreviver por muito tempo no atual formato. “O tempo de vida das empresas está cada vez mais curto. Os negócios precisam se reinventar constantemente para sobreviver”, ressaltou o consultor, lembrando que, nas empresas da sociedade digital, os modelos são outros. Ele citou algumas mudanças de paradigmas necessárias em todos os setores, como a que já está ocorrendo na indústria automotiva, cujo consumidor está deixando de comprar carros para utilizar serviços como o Uber.

Reinventando o varejo com a Transformação Digital

A transformação dos negócios pode ocorrer de maneira gradativa, adequando as estruturas internas para melhorar a experiência do consumidor, otimizar a jornada de vendas e consequentemente aumentar o market share.

Estudos indicam que as compras online crescerão em média 12,4% ao ano até 2021. Isso representa um mercado novo e gigante para a comercialização de produtos e serviços, uma das características da transformação digital, que está mudando os negócios e abrindo inúmeras oportunidades para empresas de todos os portes e segmentos de atuação.

E quando falamos do varejo, o mundo digital e suas funcionalidades não se resumem à venda online. Significa também novos canais de atendimento aos clientes e prospects antes, durante e após a venda. Ou mesmo de uma experiência de compra inovadora no ponto de venda.

Pesquisas indicam que, para comprar um smartphone, 46% dos consumidores já optam pelo e-commerce. Embora a maioria das compras ainda aconteça offline, a maior parte do processo de decisão acontece na internet: 79% dos consumidores que compraram smartphones em lojas físicas passaram por touchpoints online durante seu processo de decisão. Com isso, concluímos que a maioria dos consumidores já chega às lojas físicas decidida sobre o celular que vai comprar.

Assim funciona também com a compra de automóveis, de vestuário, de eletrodomésticos e de diversos outros produtos. O universo digital dá acesso a todas as informações técnicas, referências de outros consumidores e inputs de marketing, que permitem a decisão de compra (seja ela racional ou emocional). Porém, a aquisição em si pode não ocorrer no universo digital, mas sim nas lojas físicas, que precisam estar preparadas para receber clientes cada vez mais bem informados, com perguntas técnicas, cotação de preços e opinião formada sobre o seu produto e os da concorrência.

Como agir num mercado tão cheio de oportunidades, mas tão competitivo? Aderindo à transformação digital! Preparando suas estruturas internas para inovar, para sair na frente da concorrência, para reinventar o negócio. O varejo deve fazer parte da API Economy, a economia das APIs, que traz novas oportunidades para as empresas que conseguem promover disrupturas em seu modelo de negócio.

Atualmente as compras online ainda são tímidas, se comparadas a países como os Estados Unidos, em que grandes centros de compras estão deixando de existir pela preferência do consumidor por e-commerces na aquisição de qualquer tipo de produto.

Mas as empresas com operações no Brasil não podem se acomodar. As projeções indicam que o cenário vai mudar. Aliás, já está mudando. Temas como inteligência artificial, internet das coisas, big data e aplicações não podem ser vistos como soluções inatingíveis, acessíveis somente para grandes empresas. Devem ser vistas como novos canais para melhorar a experiência do consumidor, otimizar a jornada de vendas e implementar uma comunicação mais assertiva e direcionada para atingir um fatia ainda maior de mercado.

A transformação dos negócios pode ocorrer de maneira gradativa, preparando os sistemas internos para conectarem-se com os milhares de serviços digitais disponíveis no mercado, implantando plataformas ominichannel, adotando soluções que aumentem a velocidade das vendas no ponto de venda e que permita à equipe comercial explorar ao máximo o potencial de cada cliente, tendo acesso a dados que já estão disponíveis no mercado, basta serem padronizados e estarem à mão no momento da venda.

O varejo tem inúmeras oportunidades de se reinventar. E esta não é uma necessidade apenas para aumentar as vendas. A transformação digital significa sua continuidade no mercado, especialmente com o consumidor 4.0, cada vez mais conectado e exigente.

Canais como os marketplaces não podem ser vistos como ameaças, mas sim como modelos a serem seguidos (e, por que não, superados!). Se um cliente é impactado adequadamente por sua marca no momento de pesquisa online para definição da compra, se consegue estabelecer contato com sua equipe comercial pelo canal que ele considerar mais prático e acessível e se o seu ponto de vendas completa esta experiência de compra no momento do fechamento (seja on ou offline) com um atendimento ágil e customizado ou liberação rápida de crédito – proporcionado pelo uso estratégico dos dados, seu negócio já está se transformando e os resultados rapidamente virão.

 

João Gubolin

CEO da CiaTécnica