O que são criptoativos? Quais os riscos e oportunidades nesse mundo virtual? Existe uma segurança legal sobre essa operação? Descubra aqui quais são as melhores criptomoedas para se investir em 2022  e obtenha um conhecimento mais detalhado sobre o assunto. Prepare-se para entrar nesse novo mundo virtual.

A era dos criptoativos

Nos últimos anos, observamos que cada vez mais o tema dos criptoativos, inicialmente tratado em grupos específicos na internet, é discutido na mídia e em eventos sobre tecnologia e inovação.

Pessoas de várias faixas etárias, com uma grande participação dos mais jovens, sentiram-se atraídas a investir em criptoativos, mesmo sem muito conhecimento sobre o assunto.

Se no mundo mais tradicional e real, investir em ativos de renda variável, como ações, fundos etc., já necessita um conhecimento prévio ou um apoio de um especialista sobre como se direciona o mercado, é fato que não é muito simples investir em um ativo digital no qual não se tem, na grande maioria, a ideia de como se valoriza ou desvaloriza para tomar decisões de compra e venda.

Portanto, antes de dar qualquer passo, para se entrar nesse mercado virtual, é necessário e fundamental ter alguns conceitos bem definidos e bem sedimentados, como:

O que são criptoativos?

Existem várias definições para criptoativos, mas entendemos que, de uma forma geral, estes são ativos virtuais, uma representação digital de valores transacionados protegidos por criptografia presentes somente em registros digitais, cujas operações são executadas e armazenadas em uma rede de computadores.

Os ativos digitais levam esse nome precisamente por serem protegidos pela mencionada criptografia. Esta é uma ferramenta que ‘embaralha informações para garantir o sigilo ou a segurança desses dados.

Somente quem tem a chave para ‘desembaralhar as informações consegue ter acesso ao conteúdo dos dados.

O que são as criptomoedas?

As criptomoedas são uma espécie de criptoativo. Elas surgiram após a crise do mercado de crédito imobiliário norte-americano em 2008. A crise atingiu diretamente o sistema financeiro dos Estados Unidos e levou diversos bancos à falência. Tal fato gerou muita desconfiança sobre a regulação dos bancos centrais.

Em razão do acontecido, surgiu a ideia de se criar uma moeda que não sofresse qualquer processo de regulação por parte de qualquer entidade financeira. O objetivo era se tornar uma alternativa às moedas tradicionais, portanto, foram também chamadas de moedas digitais ou moedas virtuais.

Não há nenhum tipo de lastro oficial para as criptomoedas, ou seja, elas não são relacionadas ao papel moeda, como o dólar, o euro ou o real, e nem a nenhum outro tipo de ativo, como o ouro.

Desse jeito, por serem independentes e digitais, as moedas virtuais são registradas de forma descentralizada, com operações realizadas e armazenadas sem barreiras geográfica: usuários de diferentes países conseguem transacionar livremente esses ativos

Como não existe nenhum organismo oficial responsável pela emissão ou controle de criptoativos, toda a estrutura de transações é baseada em uma rede de computadores, independente de instituições estatais.

Em suma, a moeda virtual é transacionada de forma única na internet, onde as transações online são usadas como forma de pagamento, em um ambiente criptografado que gera sua segurança.

O Bitcoin, o rei dos criptoativos

O  Bitcoin, a primeira moeda virtual, é o criptoativo mais conhecido: abrange aproximadamente 60% de um mercado conformado por cerca de 5.000 tipos.

Este deixou de ser uma incógnita e tem sido usado com mais frequência em pagamentos, transações e investimentosAs principais moedas digitais são as seguintes:

Bitcoin (BTC)

2022 tende a ser o ano de liderança no mercado para o Bitcoin. Portanto, é interessante que o investidor tenha alguns na carteira.

Ethereum (ETH)

Segunda maior criptomoeda, o ‘ether’, da rede Ethereum, também vive sua expansão e valorização em 2022, pois esta rede surgiu com o objetivo de descentralizar ativos e ser mais rápida que o Bitcoin. Por exemplo, nela é possível criar tokens de ativos físicos, como uma casa, uma obra de arte, uma música, etc.

Solana (SOL)

Solana (SOL) integra a categoria de moedas conhecidas como ethereum killers, ou seja, ativos semelhantes ao projeto Ethereum, mas que podem se beneficiar através de contratos inteligentes para as finanças descentralizadas.

Polkadot (DOT)

Polkadot (DOT) vem a ser um protocolo inteligente que conecta todas as blockchains e também parte do mercado da rede Ethereum.

Avalanche (AVAX)

Esta criptomoeda integra igualmente o grupo da Ethereum e se trata de um protocolo com vantagens superiores em escalabilidade e programação.

Axie Infinity (AXS) e Start Atlas DAO (POLIS)

Essas moedas digitais estão relacionadas ao mundo de games, um setor que está em ampla expansão.

Como investir em criptomoedas?

Existem várias formas de investir ou adquirir criptomoedas, sendo uma delas a aquisição de cotas de fundos por meio de corretoras especializadas, recebendo ou negociando o pagamento através de moedas digitais.

Da mesma forma como nos investimentos de ativos do mercado tradicional –como ações e fundos-, as criptomoedas precisam de um levantamento detalhado pelo investidor antes de se investir.

Como em qualquer investimento, os planejadores financeiros e outros especialistas desaconselham deixar a volatilidade dos preços do Bitcoin infuir na tomada de decisões emocionais.

Para investidores iniciantes em criptomoedas, é sugerido iniciar pelo Bitcoin, em seguida na rede Ethereum, na tokenização e nas finanças descentralizadas (DeFi).

Posteriormente, o investidor deve abrir uma conta em uma corretora especializada em criptoativos, como, por exemplo: o Mercado Bitcoin, o Foxbit e a Binance, maior plataforma de negociação internacional. Além disso, precisará ter a sua própria carteira digital, onde serão armazenados os seus criptoativos.

Como está o mercado de criptomoedas em 2022?

Em 2021, o mercado dos criptoativos atingiu impressionantes US$ 2 trilhões. O Bitcoin aumentou quase 70% desde o início do ano passado, impulsionado pela  abertura de capital na bolsa de valores da Coinbase,  uma grande empresa de criptografia; pelo aumento da participação de bancos de Wall Street no setor (caso do Goldman Sachs); e pela aprovação do primeiro fundo negociado em bolsa nos Estados Unidos vinculado à primeira moeda virtual, o chamado ETF ProShares Bitcoin Strategy.

Em novembro de 2021, o Bitcoin alcançava sua máxima histórica, sendo negociado ao preço de aproximadamente US$ 69 mil. Esse foi um marco importante para a criptomoeda, indicativo de um 2022 cheio de expectativas para os investidores. No entanto, ao lado de outras criptomoedas, o crescimento não foi tão relevante, visto que o Ethereum, por exemplo, incrementou em 400%.

Apesar disso, é fato que o mercado verá constantemente outras moedas digitais explodirem e multiplicarem seus valores, e que não há dúvidas de que o Bitcoin é a mais sólida que temos atualmente, tendo em vista que todas as tecnologias de blockchain que surgirem ou crescerem em 2022 farão esta se consolidar ainda mais.

Vale a pena investir em criptomoedas agora?

Segundo especialistas, o momento atual é propício para se investir em criptomoedas, entretanto deve-se manter uma visão mais ampla de longo prazo, visto que os riscos são grandes devido às fortes oscilações da moeda.

Mesmo com o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, o preço do Bitcoin se manteve relativamente estável. Porém, essa conjuntura também o atingiu, principalmente a sua qualidade de porto seguro. Devido ao cenário de guerra, os investidores têm se mostrado cada vez mais preocupados com a segurança cibernética e os possíveis ciberataques. Outro fato importante que muda a realidade habitual é que nos últimos meses, com o aumento dos investimentos institucionais em criptomoedas, estas acompanharam os mercados tradicionais mais de perto, caindo quando as ações regulares caíram e vice-versa

Em síntese, todos os mercados globais serão influenciados pelas mudanças nos eventos da guerra e seus efeitos indiretos nos governos. Assim, adivinhar como o Bitcoin se sairá no curto prazo é um problema real, principalmente se movimentos mais dramáticos acarretarem mudanças macro.

Por outro lado, muitos profissionais da área têm se mostrado otimistas e vêm reavaliando completamente a indústria de criptomoedas, em razão de grandes corporações como Nike e outras grandes marcas estarem procurando maneiras de monetizar seus produtos no metaverso digital. A ascensão dessa nova hype está aumentando a popularidade das moedas digitais, o que está mudando a forma como os investidores as percebem.

Ou seja, dentro da comunidade ainda há uma incerteza sobre a valorização dessas moedas e de como se comportarão nos próximos meses.

Portanto, se existe dúvida sobre investir em Bitcoin ou em outra criptomoeda, o mais seguro, antes de qualquer ação, é estudar em profundidade sobre essa tecnologia e seu mercado de atuação, os seus fundamentos, fatores determinantes e variações de preços, avaliando os riscos e diversificando os investimentos. Defina a sua estratégia!

José Pires é Consultor parceiro Ciatécnica e especialista em inovação, transformação digital, gestão em tecnologia e planejamento estratégico.

Foi premiado com o CIO Destaque em 2018 e Executivo de TI do Ano em 2013, 2014 e 2015.

É engenheiro civil, pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC – RJ e possui MBA em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação pela FGV – RJ.

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