Profissionais a prova de futuro

Profissionais a prova de futuro

Que transformação digital não é uma questão de tecnologia, mas sim de modelo mental (mindset) todos já sabiam, mas será que sabemos os motivos? Senão vejamos:

Quem, como eu, se formou há mais de vinte anos, vivenciou uma realidade em que, idealizávamos fazer uma série de soluções e traquitanas tecnológicas, e ato contínuo, tínhamos que sair procurando se era possível implementar e qual parceiro tecnológico estava à altura do desafio, caso houvesse algum. Atualmente temos certeza que tudo que queremos fazer pode ser feito, mas não temos certeza se vale a pena, ou mesmo se há mercado para tal ideia (dai a importância dos processos de design thinking e MVPs, que nos ajudam a testar protótipos), será que todos nós fomos formados e preparados para esta realidade? Em que faz mais sentido lançar alguma nova ideia rápido, mesmo que incompleta, para corrigir rápido, ou desistir rápido? Será que temos todos estímulos adequados para compartilharmos nossas ideias, ao invés de buscarmos o tal do sigilo estratégico-tecnológico? Está claro para todos que, mais vale muitos trabalhando sobre uma ideia sua, às vezes sem uma ideia clara de monetização, do que o sigilo que restrinja o acesso dessa mesma ideia a um grupo restrito que não consiga colecionar os recursos necessários à sua implantação?

Quem se formou no modelo tradicional e hierárquico, existente nas corporações do século passado, estava perfeitamente adequado aos modelos de comando e controle existentes, e que funcionavam muito bem, mas que nos atuais squads (pequenos grupos multifuncionais) já nem se aplica mais, onde por vezes o profissional sênior de nossa equipe, tem a metade de nossa idade, simplesmente porque ele é o profissional com mais tarimba naquela iniciativa ou tecnologia? E que não adianta tentar alcançá-lo pois antes de conseguirmos, aquela tecnologia já terá entrado em curva de obsolescência.

E no paradigma de que a tecnologia deixou de ser uma área de suporte (com pouca importância nos negócios) para se tornar uma das principais protagonistas na consecução das melhores estratégias atuais? Lembra-se do profissional que não gostava de matemática, que não entendia para que servia estatística e modelagem matemática? Pois é…

A sequência de projetos era levantamento de pré-requisitos, aprovação da demanda, planejamento de recursos, planejamento de projeto, execução e testes de aceitação, o que, se tudo corresse muito bem, podia levar até mais de um ano, para então se descobrir que o que se queria de fato era ligeiramente diferente do que foi entregue, dai o ciclo começava novamente, e novamente e novamente, como comparar com os rápidos sprints (desenvolvimentos pensados e executados muito próximo dos clientes, e com prazo de entrega máximo de três semanas)? Projetos que se preocupam mais com a próxima entrega do que com a idealização do escopo inteiro, e que por incrível que pareça, entregam mais resultado, em menos tempo e utilizando uma parcela do recurso que seria feito na maneira tradicional? Assim aprendemos nas universidades e certificações que acumulamos ao longo de nossas vidas profissionais?

Veja que em todos os aspectos abordados aqui, o mais importante não é a tecnologia X ou Y, mas como o ser humano interage e se relaciona com um novo modelo de trabalho e de desenvolvimento de negócios. Ufa, que bom, em tempos de inteligência artificial para cá e para lá, é tranquilizador ouvir que os seres humanos ainda serão os protagonistas principais, que não perderão importância frente à algoritmos e sistemas automatizados de machine learning, mas… de quais profissionais estamos falando? Os que ainda tem um modelo mental forjado no século passado, ou os que atuam com naturalidade com toda esta nova realidade? Em qual modelo de mindset você se adapta melhor? Pense nisto!

 

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